Minha geografia desses lugares se tornou matérica, gestual, se dá através do tato. Desejo tocar esses lugares. Eles me dão calafrios que me sobem pela espinha, paixão livre e absurda de exigência única: corpo. Preciso nadar no Rio Negro, sentir na pele a temperatura do Alto Solimões na cheia do Rio. Ver que o Amazonas é barrento sem a intermediação de uma paleta rgb ou cmyk. Não saber que a água de uma praia perto de Belém é doce, mas sentir a onda do mar de atalaia abrindo meus poros e comprovar que ela não me sabe a sal. Eu não sei, é ela que me sabe.
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