Acción Arte Itinerante con música | latinoamérica es un proyecto de investigación e (re)conocimiento del espacio latinoamericano desarrollado por Marília Palmeira (Salvador, Bahia, Brasil).

De Agosto 2010 a Abril 2011, la artista (?) viaja por 7 países de Sudamérica con una exposición de arte itinerante que se acomoda en su maleta, y el objetivo principal de hacer una investigación de la escena de arte contemporáneo local. El viaje empieza en Salvador (Brasil) y sigue un trayecto pré-determinado con visitas a artistas e instituiciones situados en

Brasil | Uruguay | Argentina | Chile |
Bolivia | Peru | Ecuador | Colombia

Más informaciones: aai.latinoamerica@gmail.com

*Agradecimentos a todos los que me ayudaron en el proyecto.

**Agradezco especialmente a Beatriz Lemos, curadora independiente, por su valioso apoyo con los contactos.
~ Friday, September 24 ~
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Santiago de chile con papas fritas

Depois de fazer a viagem mais linda de toda a minha vida, atravessei um Chile tomado pelas festas patrias. Logo ao cruzar a fronteira, ainda nas paisagens mais rurais, cada casa estava marcada com uma bandeira. Muy nacionalistas os chilenos, muito mais que nós, me pareceram. Mas acabei descobrindo que as casinhas desbandeiradas são passíveis de multa. Uma lei que parece ter sido criada nos tempos da ditadura (minha fonte carece confirmação…).

O bicentenário chileno foi o momento perfeito para encontrar Francisco Papas Fritas. Ele é o anti-nacionalista por excelência, um tanto quanto ultra crítico, agora trabalhando num projeto chamado Operación Condor. O projeto investiga o intervencionismo americano nos países latino-americanos propondo ações artísticas que possibilitem o diálogo entre público, obra e artista.

Francisco, Papas fritas, ou Chico, como eu resolvi chamá-lo, tem três animais de estimação, um galo chamado Malatesta, um coelho chamado Fidel e um perro llamado Simon, que, a diferencia de los humanos, convivem e compartem o mesmo ambiente quase pacificamente (a questão é que Malatesta às vezes bica Simon) e quase sem nenhum espírito de emulação (não fosse o ciúme quase imperceptível que o cachorro tem do coelho e do galo).

Eis nosso amigo Papas em seu atelier. Entrevistado por mim, me explicou algumas das noções principais de seu operar com artista e empezou citando Beuys “cada homem é um artista”, frase com a qual também comecei este blog. Depois me explicou o que era o fascismo mágico, os artesãos de metrópole e seguimos por muitas outras conversas, da ditadura brasileira ao bom e perigoso hábito de atirar moedas em presidentes cínicos bailando cueca (dança tradicional chilena), que trata Mapuches como terroristas e depois diz proteger os pueblos originários em seu discurso ontem à ONU. 

Escultura de Francisco Papas fritas: Marx e Adam Smith, irmãos siameses unidos pelo reto.

Daniela Sepúlveda, artista amiga de Papas e sua árvore de Damasco.


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